Imagem capa - 18 dias, 6 países por Manu Rigoni
Experiências

18 dias, 6 países

Oi, gente! Acabamos de voltar de mais uma viagem onde visitamos 6 países. Foram 18 dias e posso dizer que até hoje foi minha melhor viagem (depois de Marrocos… essa sempre vai ocupar o topo!). Como é muita história - vocês entenderão porque - vou poupar vocês daquele textão de “viajar é trocar a roupa da alma”, “viajar é ver a vida com outros olhos”. É tudo isso, tá? Eu só viajo por isso haha é meu respiro, onde me conecto comigo mesma… Por isso as fotos são PARA MIM! Então, vejam as fotos e as legendas sinceras. Beijos!



Começamos a viagem pela Alemanha - descemos em Frankfurt (sempre rola umas promôs da hora chegar por Frankf., principalmente saindo do Nordeste) e confesso que não tinha um roteiro muito definido para a Alemanha. A ideia era conhecer alguns castelos, comer e beber haha alugamos um carro por três dias e rodamos a região de Colônia ao sul... E gente, esse país é SURREAL. Não existe outra palavra pra descrever. É lindo, limpo... e lindo, e mais limpo, e mais organizado. Esse castelo da foto é o Eltz (Burg Eltz - depois eu descobri que Burg é castelo haha). Ele é lindo assim como na foto e chegar até ele é uma caminhada mais linda ainda.


Dormimos em Colônia por três dias e a cidade é incrível. A parte histórica não é tão forte quanto a vida noturna haha é uma cidade universitária, ou seja: cerveja barata e vários barzinhos legais. A galera é bem receptiva - contrário do que ouvíamos daqui do Brasil. Nos bares não tem música e as pessoas falam baixo - pra mim, uma evolução.





Monschau. Realmente não sei como chegamos até ela - nem como descobri. Eu só disse ao Lucas: vamo? Então vamo haha e foi a melhor parte da Alemanha. O caminho até ela é super interiorzinho da Alemanha... tem todas aquelas casas que a gente vê em fotos da Oktober Fest e todos os idosos da Alemanha visitam/estão nela (real isso). Passamos uma manhã andando por ela. 





A Alemanha é o país dos vovôs viajantes (imaginei eles descendo de uma nave. passou). Sério. Eu me senti acolhida. Meu espírito velho se viu em casa. Eles estão por toda parte: de cadeiras de rodas elétricas, andadores, vagarosamente a pé. E eles estão em quase todas as minhas fotos também. 




Só achei bonito... E alemão.


No último dia em Colônia é que fomos dar um rolê na parte histórica (gostaria de dizer que eu sou ALOKA do Museu e amo todos do mundo. Mas nessa viagem eu abri mão de muitos, pq queria comer e beber e ficar deitada nos parques das cidades). Conhecemos a Dom de Colônia e velho, ela é linda - a mais linda que já vi. Do lado de fora dela - bem grudado - tem uma loja de fotografia, onde vendem câmeras, fotos antigas, etc. Não sei do que gostei mais. 


Meu boy agradecendo e pedindo mais viagens para nós dois. 


(muitos rostos que podem me processar. mentira, seus lindos)





Isso é muito Alemanha <3 




Daí fomos para a Holanda (ficar loucos. mentira)... Quatro dias em Amsterdam. Não me conectei com a cidade (a fumaça não deixou), mas gostei. É bem fotogênica e tem uma noite legal. Mas não ocupa o lugar das cidades que mais amei no mundo. É bonita, tem comida boa, tem parques bonitos. Mas tem lugares que eu amo de cara, sem conhecer ainda. Vai entender, né? 



Em Amsterdam realizei meu primeiro sonho da viagem: conhecer a Casa de Anne Frank. Eu devia ter no máximo 11 anos quando li o livro dela pela primeira vez (presente do meu pai - olha a ideia haha). Depois de velha li de novo, e ficava imaginando como seria o esconderijo. Não tinha Google na época que eu li, era a Barsa haha lembram? 


Depois da Holanda, seguimos para a Polônia. Ai, a Polônia. Que lugar. Tá em segundo lugar na lista dos países que mais amei conhecer. Eu realmente queria ficar lá. Um país cheio de histórias (boas, ruins e tristes), com um povo muito gente boa, comida boa, barzinhos legais, parques bonitos. Aiai, dá saudade. Ficamos cinco dias na Cracóvia (fizemos um bate e volta para Aushwitz de lá). A Cracóvia é uma cidade linda, gente. Nunca risquem ela de possíveis roteiros. PS: tem bastante idoso também.


Bastante mesmo. 



Esse é o bairro Kazimierz. Para esse dia, tínhamos mais quatro programações. Cancelamos tudo e passamos o dia batendo perna no bairro. Ainda voltamos nos outros dias. E voltaria agora mesmo. (copiei a seguinte explicação do blog CONTOS DA MOCHILA, eu não saberia escrever melhor haha). O Kazimierz: "antes do início da Segunda Guerra Mundial, viviam na Europa quase 9 milhões de judeus, concentrados principalmente em alguns países do leste europeu. Era uma comunidade grande, dado o tamanho do continente, mas que já sofria discriminações. Por conta disso, mas não só disso, eles se concentravam em bairros mais distantes e lá viviam seus costumes e falavam sua própria língua. A Polônia sempre foi um dos países com maior número de judeus, consequentemente, com vários bairros judeus espalhados pelo país. O bairro judeu em Cracóvia se chama Kazimierz e ele começou a se desenvolver no final do século XV. Um pouco antes do início da Segunda Guerra, eram mais de 70 mil judeus morando em Kazimierz, o que atribuía a essa comunidade o título de maior comunidade judaica da Polônia. Como a Polônia foi o primeiro país a ser invadido por Hitler (e claro que isso não foi por acaso), os judeus de Cracóvia foram os primeiros a sofrer. Logo no início da Segunda Guerra, os nazistas construíram um gueto no distrito de Podgórze, que fica do outro lado do rio Vístula, e mais de 15 mil judeus foram expulsos de suas casas e passaram a viver confinados no gueto. Durante esses dois/três anos, o tradicional bairro judeu em Cracóvia, Kazimierz, não foi devastado como aconteceu com o bairro judeu em Varsóvia (capital da Polônia). Em Cracóvia, a comunidade judaica não ofereceu resistência aos nazistas e, por isso, teve boa parte do seu patrimônio histórico e arquitetônico preservado, dentre eles a antiga Sinagoga principal (que hoje é o Museu Judaico) e o Cemitério Remuh. No entanto, o bairro ficou abandonado durante a ocupação nazista e mesmo depois dela, quando os soviéticos tomaram o país. Os 20.000 mil judeus que continuaram vivos não retornaram a Kazimierz: algumas famílias se espalharam pela cidade e outras muitas emigraram para países como Israel, devido ao anti-semitismo também promovido pela União Soviética. Hoje, o bairro judeu em Cracóvia está sendo reformado, muito embora, algumas ruas ainda pareçam abandonadas. A comunidade judaica trabalha para reavivar o bairro, mostrando a outros judeus que o país e a cidade já não são mais o palco de terror de poucas décadas atrás."

ENTENDERAM PQ PASSAMOS O DIA ANDANDO POR ELE?


Não sei quem é essa senhora, mas adorei fazer essa foto (desculpa, senhora. Juro que fiz pq gostei). Foi no Kazimierz e eles deviam estar perdidos. Tentei ajudá-los, mas não sabia onde eu estava também hahaha



Desculpe, senhora. Também não te conheço, mas a senhora estava realmente bonita segurando essas flores da estação. E eu estava sentada no ônibus... Ônibus que andamos por quatro dias com o mesmo ticket - não foi proposital e não estávamos certo. Apenas entendemos errado polonês hahaha 


Então chegou o dia de realizar meu segundo sonho da viagem (um "sonho" mais para curiosidade de quem lia as histórias nos livros da escola): conhecer Aushwitz/Birkenau. É um lugar para se conhecer UMA vez. É pesado, triste, silencioso. Agora, que está tudo organizado para receber turistas, é pesado... Imaginem esse lugar durante a segunda guerra mundial. Eu refleti tanto sobre tudo na minha vida... Foram quatro horas guiadas entre Aushwitz e Birkenau. Quatro horas que entrei no poço dos pensamentos, só tendo uma amostra do que o ser humano é capaz de fazer... Coisas surreais, absurdas, imundas. Minha vida realmente mudou depois desse dia.





Minha última foto em Birkenau. 


A noite no Kazimierz.


Chegamos na Suíça. E esses gansos/cisnes provavelmente pagam mais caro pra nadar no lago do que a gente pra morar no Brasil. Ô, lugar caro. Lindo? Lindo. Vai você morar próximo aos Alpes pra ver se não fica lindo haha mas dificilmente voltarei. É um lugar ok (para ricos) hahaha 


obra: menina rica alimenta gansos/cisnes com pão produzido com trigo dos alpes. Por: Manu Rigoni - enquanto tomava água da torneira do hotel. 


Não bastando a Suíça, fomos passar o meu aniversário no interior da França... Na cara dos Alpes, com um lago mega cristalino. Fomos para Annecy, uma cidadezinha linda e charmosa, com um castelo lá no alto que você leva uma vida pulmonar pra chegar. Valeu suuuper a pena. E honestamente: eu sou a pessoa TEAM NO PARIS. Eu e Lucas não gostamos de Paris e dificilmente voltaremos. Mas a amostra do interior francês que tivemos já me fez querer voltar e fazer um rolê de carro por lá.



Nossa última parada foi Lisboa. Pela terceira vez nesse país, sempre volto amando esse lugar (dessa vez menos). Fomos sem roteiro, sem museus, sem parques... Fomos para beber, comer e visitar brechó. Nossos amigos de Lisboa (Chris e Day, salve) nos levaram a uma feira ao ar livre no sábado, onde me esbaldei. Comprei fotos antigas de pessoas desconhecidas pra minha coleção e fiquei morrendo de vontade de levar tudo - viajamos só com mala de mão, então cabe nada (uma maneira chique de dizer que não gastamos comprando coisas em viagens).



Gostaram das fotos e dos rolês? Para que eles continuem, peço sua ajuda para continuar me contratando para te fotografar, prometo sempre dar o melhor de mim hahaha beijos, minha gente!